Uma das mais interessantes características a serem destacadas sobre a umbanda no Brasil é o fato de que ela se adaptou tão bem que, apesar do fato de ser uma religião de matriz africana, razão pela qual os orixás de África ainda são amplamente cultuados em seus espaços sagrados, ela se tornou quase que uma nova religião, tamanha a interferência do sagrado em solo brasileiro, que deu origem a uma série de preceitos, crenças e de espaços e significados de culto e ritualísticos.

Até para as entidades as quais inicialmente não se atribui efeitos benéficos pela atividade de culto, houve espaço na umbanda em sua co-irmã, a quimbanda, que preferiu manter os mesmos elementos de sincretismo religioso, mas converteu-se em especialidade apenas para as entidades tidas como “de esquerda” ou entidades que originalmente obtiveram (em sua maioria) uma vida pregressa no planeta terra e como tal, erraram, aprenderam, evoluíram e retornaram para, do seu jeito, contribuir com a evolução espiritual dos seres que habitam este plano.

Em sua obra, Woodrow explica os principais aspectos que envolvem a magia e o seu desdobrar dentro da quimbanda e da umbanda. Nela, são apresentados avisos e notas dignas de atenção que envolvem a percepção da umbanda e os riscos de ser leviano com este tipo de trabalho. O autor, com o auxílio dos seus mentores espirituais ainda pontua a importância de vigiar sobre os riscos de incorrer o médio em “quedas” que lhe podem ser prejudiciais.

Um destaque importante é o cuidado que o autor tem ao destacar a mediunidade – que é típica do espiritismo como base doutrinária – dentro da umbanda e como o médio precisa ter melhor compreendido o seu dom.

Para além disso, o autor ainda toca em diversos pontos importantes, dá o devido lugar de honra na compreensão da umbanda e da quimbanda, do espiritismo e do trabalho de decodificação do universo dos espíritos, empreendido por Kardec; explica como funcionam, do ponto de vista prático, os elementos de culto, as ervas, os defumadores e os demais ritos típicos da religião.

Por fim, o autor dedica-se a responder algumas dúvidas constantemente encontradas entre os que praticam a umbanda e que se reportam aos seus dirigentes, tomando o cuidado de, quando necessário, esclarecer de forma mais aprofundada alguns aspectos que são, muitas vezes, tratados como importantes quando não o são, ou quando induzem ao erro doutrinário e aos riscos de uma má gestão da religião.

Nº de páginas: 37

Tipo de Arquivo: .PDF.

Editora: ícone Editora.

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